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Mostrando postagens de janeiro, 2023

Aliancismo Progressivo: Dois pontos positivos

(1) O relacionamento Israel-Cristo-Igreja ao longo da história da redenção. Com relação ao relacionamento Israel-igreja, o aliancismo progressivo enfatiza dois pontos. Primeiro, Deus tem um só povo, mas há uma distinção entre Israel e a igreja devido às suas respectivas alianças. A igreja é nova no sentido histórico-redentor, pois ela é a comunidade da nova aliança. Em segundo lugar, devemos pensar cristologicamente na relação Israel-igreja . A igreja não é diretamente o “novo Israel” ou seu substituto. Em vez disso, em Cristo Jesus, a igreja é a nova criação de Deus, composta de judeus e gentios crentes, porque Jesus é o último Adão e o verdadeiro Israel, a semente fiel de Abraão que herda as promessas por sua obra ( Gl 3:16 ;Ef. 2:11-22 ). Assim, em união com Cristo, a igreja é o povo da nova aliança de Deus em continuidade com os eleitos em todas as épocas, mas diferente de Israel em sua natureza e estrutura. Agora, em Cristo, tanto judeus étnicos quanto gentios crentes permanecem i...

Não, não haverão sacrifícios no milênio! - por Luciano Sena

O Dispensacionalismo é um sistema doutrinário recente no seio do cristianismo, tendo em vista seu sistema codificado.  Possui vertentes brandas e exageradas. Equilibrados e extremados, isso no âmbito da Lei e da Escatologia. Vou tratar de um tema do dispensacionalismo,  que não sei se é compartilhado por todos os dispensacionalistas* . A questão de  se no Milênio haverá sacrifícios . Não posso delongar aqui outras informações a respeito do desenvolvimento desse sistema, e suas nuanças, pois não tenho toda essa bibliografia, nem tempo. O Absurdo -  O Templo, com seu sistema sacerdotal e sacrificial, serão restaurados no milênio!  A interpretação nasce de um equívoco em considerar as profecias de Ezequiel, em sua maioria, literal e aplicando ao milênio. I. O Templo:  O dispensacionalista J. Dwight Pentecost, no  Manual de Escatologia  afirma a respeito da interpretação ‘correta’ das visões de Ezequiel:  “[...] temos aqui uma previsão do templo ...

Dispensacionalismo Progressivo: Por que é melhor?

1. Segue a hermenêutica histórico-gramatical e, em certos casos, uma hermenêutica complementar, que faz o NT dar novos sentidos ao AT, ainda que preserve seus sentidos originais. A interpretação dada às profecias do AT pelos escritores do NT deve ser a base apropriada de compreensão geral. 2. Apesar de não crer que Israel foi rejeitado definitivamente, crê que a Nova Aliança já foi inaugurada por meio dos judeus remanescentes pela eleição da graça (Rm 11). Estando ela já inaugurada, a aliança davídica também deve estar vigente. 3. Vê a Igreja não como um mero parêntese, mas como uma progressão do plano do Senhor para a redenção da humanidade, com a salvação sendo oferecida pela graça a todo aquele que crê e obedece ao evangelho. 4. Vê a Igreja como um cumprimento pleno das profecias do AT (sem negar as futuras concretizações literais referentes ao Reino Milenar de Jesus sobre as nações, assentando-se sobre o Trono de Israel em Jerusalém). 5. Vê os santos de todas as épocas como pertenc...

O mistério revelado (Efésios 3:4–6) - por Lionel Windsor

Às vezes as pessoas dizem que Deus realiza sua vontade na história; então, para descobrir a vontade de Deus, devemos olhar para onde a história está indo. Por exemplo, podemos ver que determinados tipos de pessoas que antes eram oprimidas estão agora ganhando poderes sociais e políticos que nunca tiveram antes. Podemos concluir que isso nos diz algo importante sobre a vontade de Deus para o nosso mundo. E assim podemos tentar remover ou reinterpretar partes da Bíblia que sugerem o contrário; ou pelo menos descartá-los como parte de uma ideia mais antiga e ultrapassada de gerações anteriores que precisa ser superada. Afinal, se a história nos revela a vontade de Deus, então a pior coisa que podemos fazer é estar do lado errado da história! Quem somos nós para impedir o progresso divinamente ordenado? Essa ideia soa familiar para você? Se você conhece um pouco sobre a história moderna, talvez reconheça aqui as visões dos “cristãos alemães” (Deutsche Christen), um movimento dentro da Igre...

Israel e a Igreja - por Rev. Gyordano Montenegro

Um dos problemas centrais no Novo Testamento é a relação entre a Igreja e Israel, entre o povo de Deus no Antigo Testamento e o povo de Deus no Novo. Não é só uma curiosidade escatológica ou eclesiológica; é uma questão eminentemente prática, uma das preocupações fundamentais de textos dos Atos dos Apóstolos e das Cartas Paulinas. A solução desse problema conferiu aos gentios, através da revelação divina, um assento no povo de Deus igual ao dos primeiros convertidos judeus. Muitas questões levantadas no Novo Testamento — o cumprimento das profecias veterotestamentárias, o Reino de Deus, a missão terrena de Jesus de Nazaré, a soteriologia, a natureza mesma da Igreja — só podem ser bem entendidas à luz desse problema fundamental. Apresentar aqui as linhas gerais de como o Novo Testamento soluciona esse problema, sob certa perspectiva — diferente daquela proposta pelo dispensacionalismo, que considero aberrante ao texto bíblico, resultando no “sionismo cristão”. Nas Sagradas Escrituras, h...

As profecias sobre o trono de Davi já se cumpriram? A bíblia diz "sim"!

Muitas profecias da Bíblia contam-nos que o Messias ou Cristo reinaria no trono de Davi (Amós 9:11-15; Ezequiel 37:22-28; Salmo 89:3-4; Mateus 2:1-6; Lucas 19:37-40; 1:67-79). Muitas pessoas concluem que estas passagens estão falando do futuro reino físico literal aqui na terra. Elas dizem que estas profecias e promessas ainda não foram cumpridas. Algumas pessoas que ensinam esta idéia até mesmo dizem que Jesus não conseguiu na sua tentativa para estabelecer seu reino na primeira vez que esteve aqui porque o povo o rejeitou. Elas sugerem, assim, que os homens pecadores frustraram o plano de Deus, mas a Bíblia ensina diferente.  Jeremias profetizou que um descendente de Davi reinaria para sempre em seu trono (Jeremias 33:14-17). Aqueles que ainda esperam por Cristo para somente reinar no trono de Davi a partir de Jerusalém no reino vindouro não compreenderam as profecias e seu cumprimento. Em uma das suas parábolas sobre o Reino de Deus, Jesus disse: "Um homem de nobre nascimento f...

O Dom Escatológico do Celibato - por Gyordano Montenegro

Não vivemos para o sexo. Eu lembro que, na época da escola, tive uma conversa com um colega sobre isso. Por algum motivo, falamos sobre planos para o futuro e esse colega me disse que pensava, como objetivo de vida, em casar e fazer sexo, “pois é para isso que nós vivemos”. Eu não era cristão, não acreditava em Deus, então não fazia nenhuma ideia sobre um propósito para a vida. Nunca tinha pensado seriamente sobre aquilo, e tinha muita dificuldade de responder qual era o propósito da vida. Foi a primeira vez que alguém colocou um propósito. Mas eu fiquei chocado em pensar que a vida se resumiria, de fato, a alguns momentos de prazer. Parecia pouco. A fé cristã ensina muito claramente que esse não é o propósito da vida. Cristo era celibatário. Paulo e tanto outros discípulos seguiram a mesma rota. Se eles nos ensinam algo nessa área, é a moderação, o domínio próprio. Assim, o mesmo Paulo não só recomenda o celibato, como recomenda que os viúvos permaneçam como viúvos (1Co 7:8), embora n...

Novo Israel - por John Whiteford

A Igreja é o novo Israel? Essa ideia foi menosprezada como "Teologia da Substituição". Mas o ensinamento de São Paulo em Romanos 11 é claro ao dizer que aqueles judeus que rejeitaram a Cristo são como ramos cortados da oliveira, que representa o povo de Deus - e que os gentios convertidos são como ramos de oliveira brava que foram enxertados na mesma árvore. Agora, a Igreja é o Israel de Deus (Gálatas 6:16). Os israelitas formaram o ppvo de Deus no Antigo Testamento, mas a Igreja do Novo Testamento está em continuidade com o antigo. No entanto, Romanos 11 é igualmente claro que ainda há um futuro na providência de Deus para aqueles que são os descendentes físicos do Israel do Antigo Testamento, que rejeitaram a Cristo e foram cortados da Sua nova comunidade renovada, mas que um dia serão salvos. E assim falamos da Igreja como o novo Israel. Não aceitamos a noção de alguns protestantes que ensinam que ainda existe uma aliança separada para os judeus e que eles podem ser salvos...

Apocalipse 20: Os mil anos de Vindicação

O livro do Apocalipse contém a história surpreendente que explica por que nosso mundo contém tanto mal e como uma nova era virá - não pela mão de seres humanos, mas pela intervenção direta de Jesus Cristo de Nazaré. Na prisão da ilha de Patmos, no Mar Egeu, o apóstolo João recebeu uma visão surpreendente que deixou muitos fascinados e perplexos. Esta profecia é apenas o sonho sem sentido de um velho que não poderia se tornar realidade? Ou é a segura Palavra de Deus? Este misterioso livro pode realmente ser compreendido? Ela contém respostas para nós hoje? Você pode saber, e as respostas lhe darão esperança! Deus através de Seus servos, predisse este período repetidamente. Foi a esperança dos profetas de Israel durante grande parte da história da nação, especialmente durante os períodos de declínio e cativeiro. Essa mesma esperança foi compartilhada pelos apóstolos quando questionaram a Cristo sobre a restauração do antigo reino de Israel. Antes de Sua ascensão ao céu, Seus discípulos L...

O que é a Teologia da Nova Aliança? - por A. Blacke White

A História das Escrituras pode ser resumida como “Criação para Nova Criação”. A forma em que Deus traz a revelação, a história e a humanidade da criação para a nova criação é referido por muitos como “História da redenção”. Uma das buscas mais complexas e gratificantes nos estudos bíblicos é entender o fluxo da história da redenção. Qual é a sua estrutura? Como ele progride e se desenvolve ao longo do tempo? Como uma era se relaciona com a outra? Onde encontramos unidade e continuidade? Onde encontramos diversidade e descontinuidade? O que tem prioridade e permanência? O que é temporal e passageiro? Estas não são apenas questões para o teólogo acadêmico. Uma vez que há mais material dedicado especificamente a este assunto no Novo Testamento do que a quase qualquer outro assunto. Atualmente, existem três sistemas principais de teologia dentro do Cristianismo evangélico que abordam o assunto da História da Redenção: o Aliancismo, o Dispensacionalismo e a Teologia da Nova Aliança (TNA). Q...