A salvação no Antigo Testamento - por Rev. Gyordano Montenegro

As pessoas se perguntam como era a salvação antes de Cristo vir a este mundo. Por um lado parece que desonramos o mistério de Cristo se dissermos que não há nenhuma diferença entre a graça de Deus antes e depois da Encarnação. Mas parece igualmente absurdo imaginar que Deus deixaria a humanidade sem salvação no período anterior, ou que a salvação não seria também por Cristo.

A melhor posição é aquela que combina essas duas preocupações.

Quando lemos textos bíblicos que ressaltam o sentido alegórico e tipológico do Antigo Testamento, como 1Co 10 e Hb 11, neles transparece a ideia de que os antigos já estavam ligados ao mistério de Cristo, rumando em direção à Cidade Celestial e não só à Canaã terrena. Por exemplo:

"...bebiam de uma pedra espiritual que os seguia, e a pedra era Cristo." (1Co 10:4)

"porquanto [Moisés] considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito..." (Hb 11:26)

Isso significa que, aos olhos cristãos, esses antigos participavam de Cristo através das prolepses e sugestões que estavam disponíveis pela ação divina. Eles foram, de algum modo, salvos por Cristo. Isso é muito importante porque significa que, embora a Antiga Aliança ressalte promessas terrenas, os servos de Deus sempre tiveram olhos espirituais e místicos.

Mas isso não pode ser entendido como se antes e depois de Cristo não houvesse diferença. Eles não tinham exatamente os mesmos dons espirituais que estão disponíveis na Nova Aliança, e não puderam entrar no Paraíso após a morte, mas ficaram retidos no Seol, sob o poder da Morte, para então ascenderem com a descida do Senhor, o vencedor da Morte, que morreu e ressuscitou para ser Senhor de vivos e de mortos.

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